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Memória de um assalto

Manejo a cor como a forma do teu olhar…isto é, quando vês.

Transfiguro o teu pensar, para que não seja possível personificar a mente de quem não tem mais sabor. Foi nesse fogo que te perdeste, inspiração lúcida para tal fim, destino imposto pelo comodismo da aceitação de que os dias não se podem coser.

Podem…, pelos vistos, chamam-lhe de viagem contínua, onde o banco não vira para a janela. Que cenário escolheste para te acompanhar?…tu, alma inglória incapaz de contribuir para tal leque de opções vertiginosas? Senta-te porém a meio, onde os distúrbios se cruzam sem te darem alguma importância. Para que te falo assim? Não sei, meu reflexo de relógio de pulso. De te cantar não sei eu, fujo por entre escombros da hora do “todos em pé”, e do “todos sem lugar”…

É esta a viagem do dia de anteontem, que recordo junto a minha janela, mas, já sem o relógio de pulso.

 

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