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Os soldados do sonho

Pedro Palrão
Todas as forças de um erguer de um sopro equivalem ao desgaste de duas estradas que não se conhecem e se cruzam no instante “5” do teu respirar. As estradas são como os alicerces do teu corpo, não derrapam com lágrimas, são sólidas, Compõem um errante manto de navegação em embriaguez Contagem decrescente para o aparato de aves-tardias que em precisão marcarão a época dos girassóis em formato mantido, sem sol, não haverá luz que ilumine o asfalto do teu interior desconhecido Podemos gritar e perdoar o eco, Podemos sorrir e não envolver o concreto Teremos no fim, os soldados do sonho envoltos em mares em sinal de protesto Todos os mapas deram à costa do Mundo Cor de faz de conta São músicas escritas na falésia do ontem, notas soltas para as orquestras

Transcrição de manuscrito. Três passagens reconstituídas editorialmente: «errante», «aves-tardias» e «falésia».

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Atualizado em 15/10/2026