POESIA / Publicado em 16 de outubro de 2026
Os soldados do sonho
Todas as forças de um erguer de um sopro
equivalem ao desgaste de duas estradas que não
se conhecem e se cruzam no instante “5” do
teu respirar.
As estradas são como os alicerces do teu corpo,
não derrapam com lágrimas, são sólidas,
Compõem um errante manto de navegação em embriaguez
Contagem decrescente para o aparato de aves-tardias
que em precisão marcarão a época dos girassóis
em formato mantido, sem sol, não haverá
luz que ilumine o asfalto do teu interior desconhecido
Podemos gritar e perdoar o eco,
Podemos sorrir e não envolver o concreto
Teremos no fim, os soldados do sonho
envoltos em mares em sinal de protesto
Todos os mapas deram à costa do Mundo
Cor de faz de conta
São músicas escritas na falésia do ontem,
notas soltas para as orquestras
Transcrição de manuscrito. Três passagens reconstituídas editorialmente: «errante», «aves-tardias» e «falésia».





