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O lenhador (a antevisão)

Consertou o telhado de luz do seu tormento incolor, já sem o odor daquela tarde inócua…O castelo com armação laboral, não quebrava a premissa preestabelecida do anticonvencional.

Resolvera esbater a réstia de tom claro patente até ao fim do acto de suster a respiração. Deixara posteriormente fugir esse ar que não é de ninguém, essa corrente de segredos não reclamados.

São como os corpos, que despidos de alma, se aventuram na decomposição material, complexidade de retalhos nessa atmosfera “nós”.

São como torres de lábios selados, avançam a uma só voz, porque o silêncio deve ganhar alma nas imagens, erguendo as orquestras da forma, traço e cor…

Quem não estiver aqui para ver o telhado de luz entre as fissuras de uma calçada encostada à consciência, selará com enorme declive de percepção, seus lábios secos de tanto encorajamento a não deixar largar o ar, bússola infiel do lenhador de corpos.

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