Processo

O meu processo onírico não pretende manipular a representação da “realidade” através de formas e objectos identificáveis, explora por outro lado o foro psicológico e o aglomerado de formas orgânicas que num ciclo de repetições se constrói em composições de instantes visuais.

A desfragmentacao destas composições é um passo necessário, alusivo à necessidade de muitas vezes simplificarmos o pequeno caos das nossas mentes e aspirarmos à visão clara e singular sobre o nosso redor. É um processo de construção do interior para o exterior e que pretende aglomerar zonas de inquietação, aglomerar zonas de conflito, aglomerar zonas de exploração, aglomerar zonas de negação e aceitação.

O resultado estético destas composições são pistas e sinais para o processo inverso (exterior para o interior) em que o caos controlado vive sob uma área de respiração neutra e de equilíbrio. Será nessas áreas que a nossa atenção deve existir, pois são territórios despovoados mas com níveis de exposição altos.

Por fim, devemos estar abertos ao(s) mundo(s) que a nossa mente nos desafia a conhecer, fomentando assim a conquista do nosso autoconhecimento.