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Riscos no soalho

São riscos no soalho, que conduzem a luz da sala à mesa da decisão:

“Ficar atento ou morrer de solidão.”

Acordar, entrar, fomentar e dormir…provocam lágrimas em bolas de cristal, para que a sorte não continue a sorrir semanalmente.

Irão numerar porém, as almas inquietas, essas almas que se conduzem pelos riscos no soalho, pela atenção da vida dos outros ou pela desatenção da sua própria vida.

Cartões de memória usados sem filtragem de um qualquer trato de luminosidade rural, abundam e se preenchem com uma facilidade vazia demais para o conceito de espaço extra.

Colocou-se em prática, a solicitação de soalhos adaptados à cena de vida, ao enquadramento que em automático, banaliza o saber manual. Este saber, que para além do clicar na memória, há que beliscá-lo, remexer-lhe, amaciá-lo num canto, só por um instante, envolto no sempre.

São imagens demais, para palcos tão vazios. São correntes demais para riscos tão soltos.

Vidas demais para amores tão fracos.

São palavras a mais para silêncios tão escuros.

São fantásticos demais, os saberes tão puros…

São verdades banais, as letras dos finais invisivelmente absurdos.

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