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Sinais holísticos

Ninguém toca à campainha da razão, muito menos quando esta, por assim dizer, não tem porta, estabelecida na rua dos olhares maquilhados.

E que olhar lançaras como âncora a um mundo, tão rico, tão estático, como uma esquina, cruzamento de vários sons…?

Que fidelidade juraras a ti mesmo? Como que o marcador de teu caderno, “Daqui não avançarei”, mas como que num deserto sem fim, as páginas em branco que te precedem, são fins inacabados. São momentos decorados na cábula do passado, no telhado em confidência com um cata-vento sem voz, denunciador de ventos baralhados, onde o Norte não é a direcção que todos tomam.

No Norte das caixas de silêncio, a voz que nunca voltará é a tua simetria, num espelho sem temporalidade, apenas de consciência.

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